Plano Diretor: uma estratégia para industrializar a “cidade da logística”; resiliência sobre onde o rio chega entra no debate — Pulso360
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Plano Diretor: uma estratégia para industrializar a “cidade da logística”; resiliência sobre onde o rio chega entra no debate

Nova Santa Rita começa a revisar e discutir seu Plano Diretor e dois pontos surgem como urgentes: a atração de indústrias e a ocupação de áreas afetadas pela enchente

Rodrigo Becker
Rodrigo Becker
10/07/2026 às 15:09 Revisão: 14/07/2026 às 20:10
Plano Diretor: uma estratégia para industrializar a “cidade da logística”; resiliência sobre onde o rio chega entra no debate
Juliano Furquim é secretário de Desenvolvimento Urbano de Nova Santa Rita. Foto: Divulgação

Nova Santa Rita discute o seu futuro. Há algumas semanas, no final de junho, o prefeito Rodrigo Battistella assinou a ordem de início dos trabalhos de revisão do Plano Diretor da cidade. Mais do que uma lei, o plano indica para onde o município vai crescer e o que cabe ou não nesse crescimento.

Indústrias, por exemplo, cabem.

A ideia do governo é identificar áreas para atrair esse tipo de investimento. Há um entendimento já consolidado na administração de que Nova Santa Rita precisa de uma matriz econômica que sustente o crescimento da arrecadação tributária — e isso a indústria pode oferecer, além de empregos.

“Há a necessidade de atrair indústrias, com certeza. Hoje, grande parte da atividade econômica está concentrada no eixo logístico, que gera muitos empregos e traz crescimento, com certeza, mas arrecada menos impostos para o município”, explica o secretário de Desenvolvimento Urbano, Juliano Furquim.

Na prática, o polo logístico bem desenvolvido que caracteriza Nova Santa Rita pode até ser um atrativo para as indústrias — afinal, todos precisam de estoque e armazenamento para escoar a produção.


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Além da atração de novos investimentos, a revisão do Plano Diretor deve incorporar a realidade pós-enchente na cidade. “Tivemos 63% do nosso território afetado pela enchente. Não podemos ignorar essa realidade a partir desses novos patamares”, explica Furquim. Trocando em miúdos, a prefeitura pretende incluir na lei zonas de exclusão para moradia, por exemplo, por não serem mais seguras como se pensava. “Temos áreas rurais que precisarão seguir assim, apenas para uso de agricultura porque, se os rios subirem de novo, não podemos ter comunidades inteiras embaixo da água”.

Isso, afirma Furquim, não impede que a prefeitura siga em busca de soluções para a proteção da cidade. “Temos participado dos fóruns regionais e estaduais que discutem a proteção contra as cheias. A revisão do Plano Diretor vai, inclusive, nos indicar onde essas obras são mais importantes não apenas para a proteção da cidade que já existe, mas da que teremos no futuro”, finaliza.

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